Sou um daqueles seres que acredita que sem a arte, o homem perde aquilo que de mais vital possui: sua capacidade de sentir.
E fico realmente feliz pela recuperação das telas que foram furtadas do MASP no mês de dezembro de 2007.
No entanto, a Imprensa deu pouquíssima cobertura a uma nota que saiu em alguns jornais no auge das notícias sobre o furto.
Era a indignação de uma senhora com a morte de um ente querido que morrera dias antes no mesmo museu, após cair no vão livre (o tão famoso vão livre da obra arquitetônica de Lina Bobardi).
Essa senhora dissera na época, que pouco valor se dava à vida humana, pois o fato não foi noticiado e a administração do museu pouco fez para atender a família nas primeiras horas ou dias da morte. Queixava-se a cidadã que "parece" que damos mais valor a coisas materiais que à vida humana.
Não quero adentrar aqui, no terreno dos valores e nem na discussão do que "valeria" mais, a sagrada vida de um ser humano ou a arte que permanece na história fazendo sonhar gerações, pois correria o risco de atentar contra todas as obras de arte da humanidade.
Mas quero ressaltar o fato espantoso: o caso policial do furto das obras foi solucionado em tempo recorde. Nem na Holanda, que assistiu há poucos anos o furto da tela "O grito" de Munch, a polícia agiu tão rápido.
Estranho como de repente nessas paragens tropicais nossa polícia paulista demonstrou uma competência digna de Scotland Yard, a despeito da quantidade de crimes, muito deles homicídios, que entulham os corredores de delegacias há anos a espera de soluções.
E óbvio: a história da mulher que perdeu seu ente querido no vão livre do museu, se perdeu em meio a tantas linhas de jornais velhos e esquecidos.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
domingo, 23 de dezembro de 2007
É natal! Mega Sena, como sempre, acumulada!
Como sempre acontece em todo natal, novamente a Mega Sena está acumulada, algo em torno de 16 milhões!
Desde os escandâlos envolvendo políticos que lavavam dinheiro com a loteria, nada mais tem sido publicado sobre o assunto.
E apesar de ser uma loteria pública, nós, pobres cidadãos mortais desse país, quase nunca ficamos sabendo o nome dos eventuais acertadores, ou detalhes sobre suas vidas. Apenas a cidade onde a aposta vencedora foi feita.
Desde os escandâlos envolvendo políticos que lavavam dinheiro com a loteria, nada mais tem sido publicado sobre o assunto.
E apesar de ser uma loteria pública, nós, pobres cidadãos mortais desse país, quase nunca ficamos sabendo o nome dos eventuais acertadores, ou detalhes sobre suas vidas. Apenas a cidade onde a aposta vencedora foi feita.
As manchetes deste domingo
- JB: Militares encaram o drama das drogas
- Folha: Um terço dos vôos sofre problemas
- Estadão: R$ 102 bilhões da CPMF mudaram pouco a saúde
- Globo: Ensino de 1ª a 4ª série tem 12% de alunos analfabetos
- Gazeta Mercantil: Bovespa e BM&F estão entre os 10 maiores IPO do mundo
- Correio: Brasil está pronto para o espetáculo da economia
- Valor: Projetos de etanol com os japoneses ficam no papel
- Veja: A fé no terceiro milênio
- Época: Telefonia 3G
- IstoÉ: Perspectiva - Por que você vai viver melhor em 2008
- IstoÉ Dinheiro: O lugar do Brasil é o mundo
- Carta Capital: Impostos - O pobre paga mais
- Folha: Um terço dos vôos sofre problemas
- Estadão: R$ 102 bilhões da CPMF mudaram pouco a saúde
- Globo: Ensino de 1ª a 4ª série tem 12% de alunos analfabetos
- Gazeta Mercantil: Bovespa e BM&F estão entre os 10 maiores IPO do mundo
- Correio: Brasil está pronto para o espetáculo da economia
- Valor: Projetos de etanol com os japoneses ficam no papel
- Veja: A fé no terceiro milênio
- Época: Telefonia 3G
- IstoÉ: Perspectiva - Por que você vai viver melhor em 2008
- IstoÉ Dinheiro: O lugar do Brasil é o mundo
- Carta Capital: Impostos - O pobre paga mais
A Imprensa comete uma irresponsabilidade no caso da greve de fome de D. Luiz Cappio
A cobertura do caso da greve de fome de D. Luiz Cappio foi falha em inúmeros aspectos pela grande Imprensa brasileira.
A população não teve acesso a informações vitais para formar uma opinião consistente a respeito do assunto.
Não sabemos ao certo a quem pertencem as terras por onde o rio, depois de transposto, fluirá.
Não sabemos ao certo qual a real informação que D. Luiz Cappio teve, que motivou seu ato extremo.
A Imprensa apenas e tão somente se prestou ao feio papel sensacionalista: limitou-se a mostrar diariamente o embate entre o frei e o Governo, sem aprofundar-se no tema.
A população não teve acesso a informações vitais para formar uma opinião consistente a respeito do assunto.
Não sabemos ao certo a quem pertencem as terras por onde o rio, depois de transposto, fluirá.
Não sabemos ao certo qual a real informação que D. Luiz Cappio teve, que motivou seu ato extremo.
A Imprensa apenas e tão somente se prestou ao feio papel sensacionalista: limitou-se a mostrar diariamente o embate entre o frei e o Governo, sem aprofundar-se no tema.
Indiferença! "Velho Chico, não esqueci de ti!"
Um início! De uma longa jornada que não vai terminar. Jamais!
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